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O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e o Oak Ridge National Laboratory (ORNL), laboratório nacional do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês), firmaram no final do ano de 2016, um Memorando de Entendimento para cooperação na área de eficiência energética na indústria.

O Memorando de Entendimento ORNL-Cepel é um desdobramento do Diálogo Estratégico sobre Energia EUA-Brasil (SED), anunciado, em 2011, pelo presidente norte-americano Barack Obama e pela então presidente do Brasil Dilma Rousseff, com o objetivo de aprofundar a cooperação energética entre os dois países. Neste contexto, o Cepel tem atuado como ponto focal na área de pesquisa. Dentre as várias áreas de interesse mútuo observadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e o DOE, foi identificada a de eficiência energética industrial.

O acordo entre o Cepel e o ORNL se estenderá por um período de dois anos, podendo ser prorrogado. O cronograma de atividades prevê, entre outras ações, o compartilhamento de informações sobre técnicas e ferramentas utilizadas para aprimorar os sistemas de gestão energética e conduzir avaliações em sistemas de energia e instalações industriais. Também está prevista a cooperação entre as duas instituições para o desenvolvimento de uma base de dados, para o MME, sobre o uso da energia no setor industrial. Tal base possibilitará, no futuro, o planejamento de ações de eficiência energética na indústria, bem como a avaliação dos resultados obtidos.

Muitos lugares no mundo têm acesso limitado à água e precisam utilizar bombas de água elétricas para extrair a água subterrânea.

Mas a eletricidade nem sempre é disponível, então essas bombas tradicionalmente são movidas a geradores a diesel, que são poluentes, caros e exigem manutenção constante. Painéis fotovoltaicos ofereceriam uma opção mais ecológica, sustentável e vantajosa em longo prazo para estas comunidades.

Saiba mais: https://nacoesunidas.org/tema/ods7  www.worldbank.org/solarpumping 

As linhas de financiamento têm sido uma das grandes impulsionadoras do crescimento da energia solar no país. O último aliado de peso que o mercado solar ganhou foi a a decisão do BNDES de priorizar o financiamento de fontes renováveis, em especial, a fotovoltaica, no final do ano passado.

A mudança de diretriz do BNDES sinaliza uma melhora no gargalo do financiamento para a energia solar no país e veio em boa hora. No final de 2016, o setor sofreu um revés com o cancelamento do único leilão de reserva previsto para o ano.

Após o cancelamento do leilão o setor tem se mobilizado junto ao governo para tentar garantir pelo menos um leilão neste ano. Segundo Rodrigo Lopes Sauaia, diretor da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o setor precisa de uma previsão de contratação a partir de 2019, pois até lá existe um volume importante de projetos já contratados.

Apesar da incerteza do acontecimento de novos leilões, a geração distribuída tem tentado garantir seu crescimento. O setor de micro e minigeração de energia solar fotovoltaica alcançou a marca de 7.504 sistemas instalados, um crescimento de 300% em 2016. Embora não tenha a escala das grandes usinas solares, a geração distribuída apresenta um crescimento orgânico e independente importante que tende a aumentar com a melhoria das condições de financiamento para os consumidores.

Hoje, apenas 15% das conexões de micro e minigeração estão nos telhados de comércios e empresas. Quase 80% dos sistemas são residenciais, e apenas 2% estão instalados nas indústrias.

As linhas de financiamento tem sido a tábua de salvação para um setor onde o crédito escasso e caro para empresas e consumidores residenciais. Empresários do mercado de energia solar acreditam que o aumento do prazo de amortização e do valor financiado pelo BNDES deve impulsionar a presença de painéis solares nos telhados dos brasileiros, sobretudo, nas empresas, que agora têm um incentivo a mais no bolso para reduzir a tarifa de energia.

Fonte: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/01/linhas-de-financiamento-ajudam-impulsionar-mercado-de-energia-solar/31032 

Chegar a 2050 com uma matriz de energia livre dos combustíveis fósseis deverá custar R$ 1,7 trilhão em investimentos ao longo dos próximos anos. Parece muito, mas é 6% a mais em relação ao que o Brasil precisará investir em energia, considerando as políticas atuais para o setor de energia.

O caminho de abrir mão do petróleo e do carvão progressivamente e alcançar uma matriz 100% renovável até meados do século também vai possibilitar a geração de 618 mil empregos ligados à área de energia limpa até 2030. O cenário faz parte da quarta edição do relatório [R]Evolução Energética, criado pelo Greenpeace e lançado nesta terça (23) em São Paulo, em um debate realizado em parceria com a Folha no auditório do jornal.

“Se eles querem tornar a América grande novamente, eles precisarão usar tecnologias limpas e energias renováveis”, disse Piccard

Londres – Bertrand Piccard, o piloto suíço que viajou pelo mundo em um avião movido a energia solar, quer convencer Donald Trump de que o investimento em energia limpa é a chave para a geração de empregos e o crescimento.

Piccard, CEO da empresa Solar Impulse, quer se reunir com Trump após sua posse para destacar a queda dos custos das energias renováveis na comparação com os dos combustíveis fósseis, disse ele na segunda-feira, em entrevista concedida antes do Fórum Econômico Mundial.

Trump criticou as energias solar e eólica, dizendo que são caras demais. Sua plataforma eleitoral promete cancelar regulações ambientais e tirar os EUA do histórico acordo de Paris, que tem o objetivo de limitar o aquecimento global.

O presidente eleito aposta na indústria do carvão dos EUA para estimular a economia e gerar novos empregos. “Se eles querem tornar a América grande novamente, eles precisarão usar tecnologias limpas e energias renováveis”, disse Piccard em entrevista por telefone, de Munique. “Não teremos crescimento com tecnologias antigas.

” Mesmo que o Air Force One — o jato presidencial dos EUA — ainda não possa voar com energia solar, a Casa Branca poderia ser reformada para operar com energias renováveis, disse Piccard, antes da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta semana, onde ele se unirá a líderes empresariais e financeiros para discutir os riscos climáticos.

“Eu sou um empreendedor, como ele”, disse Piccard. “Eu voei ao redor do mundo com energia solar porque é possível fazê-lo. Eu montei uma companhia, encontrei o dinheiro e a tecnologia para isso, por isso penso que falando a língua do empreendedor é possível mostrar a ele onde os novos negócios estão.”

 

Por Jessica Shankleman, da Bloomberg

17 jan 2017, 16h57 - Atualizado em 17 jan 2017, 18h08