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Pesquisa Datafolha mostra que, a despeito da resistência das distribuidoras elétricas, estamos mais conscientes dos benefícios da autogeração de energia; próximo passo é facilitar o acesso.

Num país que fechou o segundo ano em recessão e iniciou 2017 com 12 milhões de desempregados, todo mundo quer e precisa economizar. Pode ser no supermercado, no transporte e, porque não, na conta de luz.

A energia elétrica teve papel protagonista em várias manchetes em 2015: praticamente todo mês um aumento novo era anunciado, totalizando mais de 50% na média nacional e 80% em algumas regiões. Ela perdeu um pouco o brilho em 2016, e parece cedo para dizer o que será deste ano, apesar de já estarmos em janeiro.

É por isso que, quando recebemos o resultado da pesquisa sobre micro e minigeração de energia encomendada ao Datafolha, não nos surpreendeu o dado de que para 48% da população economizar na conta de luz é a principal motivação para gerar sua própria energia, por meio de placas solares, por exemplo.

Muita gente não se dá conta, mas grande volume de água jogada na rede de esgoto, como a que entra no ralo da pia quando alguém lava as mãos, poderia ser reaproveitada em atividades como lavar calçadas, dar descarga em vaso sanitário ou aguar canteiros, caso as residências e as instituições públicas e privadas implantassem sistemas próprios de reúso.

Com vistas à economia desse precioso bem, que está ficando cada vez mais escasso, está em vigor no Estado do Espírito Santo desde janeiro de 2016 a Lei Estadual 10.487/2016, do deputado Sergio Majeski (PSDB), que determina a reutilização de efluentes das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) nos processos industriais que não requerem água potável.

Muitos lugares no mundo têm acesso limitado à água e precisam utilizar bombas de água elétricas para extrair a água subterrânea.

Mas a eletricidade nem sempre é disponível, então essas bombas tradicionalmente são movidas a geradores a diesel, que são poluentes, caros e exigem manutenção constante. Painéis fotovoltaicos ofereceriam uma opção mais ecológica, sustentável e vantajosa em longo prazo para estas comunidades.

Saiba mais: https://nacoesunidas.org/tema/ods7  www.worldbank.org/solarpumping 

O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e o Oak Ridge National Laboratory (ORNL), laboratório nacional do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês), firmaram no final do ano de 2016, um Memorando de Entendimento para cooperação na área de eficiência energética na indústria.

O Memorando de Entendimento ORNL-Cepel é um desdobramento do Diálogo Estratégico sobre Energia EUA-Brasil (SED), anunciado, em 2011, pelo presidente norte-americano Barack Obama e pela então presidente do Brasil Dilma Rousseff, com o objetivo de aprofundar a cooperação energética entre os dois países. Neste contexto, o Cepel tem atuado como ponto focal na área de pesquisa. Dentre as várias áreas de interesse mútuo observadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e o DOE, foi identificada a de eficiência energética industrial.

O acordo entre o Cepel e o ORNL se estenderá por um período de dois anos, podendo ser prorrogado. O cronograma de atividades prevê, entre outras ações, o compartilhamento de informações sobre técnicas e ferramentas utilizadas para aprimorar os sistemas de gestão energética e conduzir avaliações em sistemas de energia e instalações industriais. Também está prevista a cooperação entre as duas instituições para o desenvolvimento de uma base de dados, para o MME, sobre o uso da energia no setor industrial. Tal base possibilitará, no futuro, o planejamento de ações de eficiência energética na indústria, bem como a avaliação dos resultados obtidos.

Chegar a 2050 com uma matriz de energia livre dos combustíveis fósseis deverá custar R$ 1,7 trilhão em investimentos ao longo dos próximos anos. Parece muito, mas é 6% a mais em relação ao que o Brasil precisará investir em energia, considerando as políticas atuais para o setor de energia.

O caminho de abrir mão do petróleo e do carvão progressivamente e alcançar uma matriz 100% renovável até meados do século também vai possibilitar a geração de 618 mil empregos ligados à área de energia limpa até 2030. O cenário faz parte da quarta edição do relatório [R]Evolução Energética, criado pelo Greenpeace e lançado nesta terça (23) em São Paulo, em um debate realizado em parceria com a Folha no auditório do jornal.