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Crise hídrica volta a preocupar regiões do Espírito Santo

Falta de chuvas significativas há pelo menos quatro semanas prejudica a captação de água no estado. A crise hídrica voltou a rondar o Espírito Santo.

No acumulado dos últimos 30 dias, os dois principais rios que abastecem o estado – o Jucu e o Santa Maria da Vitória – perderam, e muito, em termos de vazão de água. Os números impressionam: houve uma queda de 90% na vazão do Rio Jucu, se comparada com o seu pico em dezembro, de 70 mil litros por segundo, para 7 mil. Os dados são da Companhia Espírito-Santense de Saneamento, a Cesan.

Com a baixa vazão, há dificuldade na captação de água e consequentemente na distribuição. Para agravar ainda mais a situação, com a chegada do verão, o consumo de água e energia elétrica aumentam consideravelmente, e a Companhia não descarta futuros rodízios no abastecimento na Grande Vitória.

Diversas ações neste período de crise foram anunciadas, como a construção da barragem do Rio Jucu, que quando concluída poderá armazenar mais de 21 bilhões de litros de água, além de gerar energia elétrica por meio de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH).

Medidas são tomadas para evitar o desperdício no campo 

Responsável por números consideráveis no consumo de água – algo justificável, uma vez que é a partir dela que se produz boa parte dos alimentos e produtos primários consumidos no país – a agricultura também pode ser parte importante do combate ao desperdício de água.

Medidas como a captação e uso alternativo da água da chuva, a criação de barragens, o reúso de água de chuveiros e lavatórios, e o uso responsável das irrigações podem ser aplicadas no campo, levando economia e desenvolvimento sustentável á esse setor.

O uso de novas tecnologias também pode ser aplicada mediante as restrições dos recursos naturais e condições do local. Uma das técnicas que se apropriam dessa tecnologia é a irrigação por gotejamento, em que o uso controlado da água propicia um melhor aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis, diminuindo o desperdício e poupando as reservas hídricas. A técnica utiliza gotas de água ao invés de irrigação com fluxo constante e pode economizar até 50% da água e ter o mesmo resultado do método tradicional.

O monitoramento de mananciais, nascentes e lençóis freáticos, com um controle das águas retiradas desses ambientes, e o reflorestamento conservacionista – que amplia os programas de reflorestamento ambiental, e recupera as nascentes desassoreando os rios – também são ações estratégicas que ajudam a cadeia agronômica a produzir conservando e conservar produzindo.

Estas e outras propostas estão disponíveis no documento intitulado “Proposta para um Novo Governo - uma Agenda para o Espírito Santo Avançar”, que consolida as proposições dos profissionais da Engenharia e da Agronomia, que compõem o Crea-ES e atuam em terras capixabas.

Fonte: Kayque Fabiano - Comunicação do Crea-ES (Atualizado em em 13 de janeiro de 2017 às 16:49)

http://www.creaes.org.br/creaes/PRINCIPAL/tabid/55/ctl/Details/mid/402/ItemID/2956/Default.aspx